Água mais cara em Cuiabá: reajuste de 12% começa a valer

A conta de água ficou mais cara em Cuiabá. A partir do dia 27 de junho de 2026, a concessionária Águas Cuiabá passou a aplicar um reajuste de 11,93% nas tarifas cobradas dos moradores da capital. Contudo, a Prefeitura de Cuiabá ainda tenta reverter o aumento na Justiça, argumentando contra a legalidade do índice. Portanto, o consumidor cuiabano chega a esta semana com mais uma pressão no bolso — e sem saber se o aumento permanece ou pode ser suspenso.

Reajuste conta de água Cuiabá 2026: quanto vai custar a mais?

O reajuste de 11,93% foi autorizado por um tribunal arbitral após a concessionária alegar prejuízos acumulados com as tarifas praticadas entre 2012 e 2019. Nesse sentido, a Águas Cuiabá argumentou que operou abaixo do equilíbrio financeiro do contrato por anos e que o reajuste corrige esse passivo. Além disso, o percentual foi definido fora do processo administrativo comum, por meio de arbitragem — o que gerou contestação da Prefeitura. Portanto, o aumento já está nas faturas, mas sua validade jurídica ainda não está encerrada.

O que muda na sua fatura a partir de agora

Na prática, um consumidor que pagava R$ 100 mensais de água passará a pagar aproximadamente R$ 112 com o novo reajuste. Nesse sentido, quem tem contas mais altas — comércios, condomínios e famílias numerosas — sentirá o impacto com ainda mais peso. Além disso, o reajuste chega em um momento em que o custo de vida já pressiona o orçamento das famílias cuiabanas, com a inflação acumulada nos últimos 12 meses em 4,72% segundo o IBGE. Portanto, a alta da água se soma a um cenário de aperto financeiro generalizado.

O que diz a Prefeitura de Cuiabá

A gestão municipal move ação judicial para suspender ou anular o reajuste, questionando a legalidade do processo arbitral que o autorizou. Nesse sentido, a Prefeitura entende que um reajuste dessa magnitude deveria passar por aprovação regulatória convencional, com participação do poder público e controle tarifário. Contudo, enquanto a disputa judicial não tem desfecho, o aumento segue válido e já aparece nas cobranças. Além disso, a Prefeitura não descartou acionar instâncias superiores caso não obtenha liminar favorável.

O que diz a Águas Cuiabá

A concessionária defende que o reajuste é legítimo e resultado de um processo arbitral previsto no próprio contrato de concessão. Nesse sentido, a empresa alega que os valores cobrados por anos estavam defasados em relação aos custos operacionais reais do serviço. Além disso, argumenta que o equilíbrio econômico-financeiro do contrato é garantia necessária para a continuidade dos investimentos em infraestrutura e qualidade do abastecimento. Contudo, a população questiona por que o ônus de um desequilíbrio histórico recai diretamente sobre o consumidor final.

O momento e a indignação que o desabafo de Lincoln representou

O reajuste chega dias depois de o trabalhador Lincoln Moura, o Linkon na Voz, viralizar com um desabafo gravado na Avenida Paulista sobre o custo de vida no Brasil. Nesse sentido, Lincoln disse que pegar R$ 100 ou R$ 200 no mercado e não ter mais nada “virou luxo nesse país” — e o Brasil inteiro se reconheceu na fala. Além disso, em Cuiabá, esse mesmo trabalhador agora abre a fatura de água e encontra quase 12% a mais do que pagava há 30 dias. Portanto, o que Lincoln falou não foi exagero. Foi um retrato antecipado do que chegaria nas caixas de correio da capital mato-grossense.

O que pode acontecer a seguir

Se a Prefeitura obtiver uma liminar judicial, o reajuste pode ser suspenso até o julgamento definitivo do caso. Nesse sentido, o consumidor que pagar a fatura com o novo valor poderá ter direito a crédito ou ressarcimento caso o aumento seja anulado. Contudo, historicamente, liminares contra reajustes de concessionárias de saneamento demoram semanas ou meses para ser apreciadas. Portanto, na prática, o cuiabano deverá pagar a mais pelo menos nas próximas duas faturas enquanto aguarda uma decisão.

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