Homem condenado por envenenar grávida em Jangada é preso 16 anos após o crime

Polícia prende homem condenado por envenenar grávida em Jangada após 16 anos de fuga em sítio no interior paulista
Foto: PJC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na quinta-feira (28), um homem condenado por envenenar a grávida Lucélia Mendes em Jangada (MT). O suspeito, de 37 anos, cumpria 16 anos de fuga. A Justiça o condenou a mais de 40 anos de prisão pelo crime, cometido em julho de 2010.

Homem condenado por envenenar grávida em Jangada: o que aconteceu

Na época do crime, Lucélia tinha 30 anos e estava grávida de seis meses. Os criminosos a levaram a um sítio na zona rural de Jangada. Lá, um deles a forçou a engolir uma substância tóxica. Além disso, dois dos envolvidos a imobilizaram no chão, apoiando os joelhos sobre a barriga da gestante.

“Dois caseiros do sítio presenciaram a ação e, sob ameaça de morte, foram obrigados a assistir à tortura e permanecer no local até a confirmação do óbito da gestante.” — Polícia Civil de Mato Grosso

Testemunhas viveram sob ameaça durante o crime

Dois caseiros trabalhavam no sítio naquele dia. Os criminosos os ameaçaram de morte. Por isso, eles precisaram assistir a toda a tortura sem poder agir. Além disso, os autores os obrigaram a ficar no local até confirmar a morte da vítima e do bebê. Posteriormente, os caseiros prestaram depoimento à Justiça como testemunhas oculares.

Cooperação entre polícias levou à prisão do foragido

O condenado ficou foragido por mais de uma década e meia. Contudo, a Polícia Civil de Mato Grosso não encerrou as buscas. Nesse sentido, os investigadores trocaram informações com a Polícia Civil de São Paulo. Consequentemente, as equipes localizaram o suspeito em um sítio às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), no interior paulista. A operação conjunta foi determinante para o êxito da captura.

Próximas etapas da Justiça

Após a prisão, a polícia encaminhou o capturado para audiência de custódia em São Paulo. Portanto, ele permanece à disposição da Justiça de Mato Grosso. Em breve, as autoridades iniciarão o cumprimento da pena superior a 40 anos. O caso reacende, ademais, o debate sobre o monitoramento de condenados foragidos no Brasil.

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